Blog do OLECRAM
Poesia e Loucura é comigo mesmo!
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Qual é a real?
Nós criamos expectativas
Levantamos hipóteses
Inventamos histórias
Até nos iludimos na ilusão
Mas essa verdade só sabemos
Só saberemos
Aos poucos
A cada dia
A cada momento
A cada sonho
Qual é a real!
sábado, 17 de outubro de 2015
Céu da dor
E se alguém te encontrar
Lá no céu da dor
Conte sua história
De como chegou até lá
E se alguém te convidar
Para ir além do céu da dor
Saiba que não existe
Limite maior do que esse
E se eu estiver nesse lugar
Estarei seguro no meu lamento
Porque não existe tanto amor
No disputado céu dessa dor
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
Isca
É isso
Ou não é nada disso
É risco
Sim
Arriscado, insisto
Nesse tempo arisco
Deve ser isso
É mesmo
A torto e a direito
Mente sem freio
Vida sem roteiro
Sai do meio
Agora é a hora
Mas hora do quê?
Deve ser isso
Ou nada além disso
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Maria Temporal
Não vamos subestimar o universo que nos rodeia
Pelo contrário, vamos superestimar
Elogiá-lo, exaltá-lo, fitá-lo
Até que ele possa nos dar alguma resposta concreta
Por tudo que passamos e que iremos passar
Se bem que do jeito em que tudo está
Já temos o suficiente por aqui: o respirar
Por isso, respiremos. 1, 2, 3...
Inspira
Solta
Com calma
A vida precisa desse tempo
E o tempo é marionete do universo
Acalmemos!!!
domingo, 6 de setembro de 2015
Purga
Purgatório...
Nossa vida é mesmo um purgatório. Ficamos entre o céu e o inferno a todo momento.
Gostamos da vida, mas somos ingratos com ela.
Tentamos acertar mesmo cometendo os mesmos erros.
Tudo que queremos é um pouco de paz para conquistá-la, precisamos fazer guerra.
Somos inconstantes, inseguro, insatisfeitos e talvez isso nem seja mais um conjunto de defeitos.
O que resta de qualidade é mesmo a de sobreviver em tempo de crise e transição. Mas isso já não é obrigatório?
Vamos jogar tudo para o alto?
Nossa vida é assim, o anjinho no ombro esquerdo nos trazendo luz enquanto o diabinho no lado direito nos tenta com treva...
domingo, 30 de agosto de 2015
Despedaçados
Pelo tempo
E pelo espaço
Pelo nosso mesmo coração
Nem que seja só um pedaço
Pelo vento
E pelo momento
Por essa linha tênue da perfeição
Passando pelos olhos do furacão
Pelo si, se, ou seja
E do jeito que esteja
Para compreender nossa alma
E o que dentro dela se passa
Pelo susto da queda
Pelo sonho da espera
Por essa letra que precisa ser lida
Que insiste e teima em ser vida
Vamos juntar os pedaços!
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
Dissabores
Depois dos suspiros, vamos aos sonhos
Todos frutos doces
Os sonhos são assim, nunca saem de mim
E se saíram é porque se amargaram com o tempo
E o tempo tem todo tipo de sabor:
Do salgado ao insosso
Do picante até o sem gosto
Só ele determina o que somos, quem somos e quem poderá aparecer para desfrutar dos sabores e das dores dessa vida suspirante a suspirar...
Eu suspiro
Tu suspiras
Nós suspiraremos ao luar!
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