quarta-feira, 18 de junho de 2014

Além do caminho do gol



Sabemos que há pedras no caminho
Buracos e olhares fulminantes
Mas há goleiros
Bons goleiros
Que não deixam a bola passar

Falta o gol e o grito triunfal
O espetáculo sente falta
Do aplauso final

Ele fica para outra oportunidade
Porque chance não vai faltar
Chance de gol
Perigo de gol

Arrisquemos, atacantes
É preciso atacar para chegar até a área
Com ou sem marcação
Inconsequentemente
Circunstancialmente
Envolventemente

Se não há mais nada depois do apito final
Para nós, há outros tempos,
Outros tempos...

quarta-feira, 11 de junho de 2014

"Lirú Uordi"



O mundo é pequeno
O mundo não é grande
O mundo é pequeno

E mesmo que não haja cabimento
Isto não é um total devaneio

Pessoas aparecem do nada
Sendo que não imaginamos
Que elas ainda existam e residam
Pois bem, elas insistem
Em também estarem vivas

Ao dobrar a esquina
Atravessar a avenida
Cortar a rua esburacada
Passar pela calçada
Trânsito de filas
Com ou sem bons dias

Os seres se encontram
Podem até conversar
Ou acontecer o silêncio
Mas se encontrarão
O mundo é assim
O mundo é isso
O mundo não é grande
O mundo é pequeno

terça-feira, 3 de junho de 2014

Amorô




O que é o amor em tempos tão difíceis amorosamente?

Ele é como homem e mulher, ambos destruidores,
Amor é terrível então!

Ah sabe o que eu sei sobre o amor?

É que de trás pra frente, ele torna-se ROMA, pronto, o amor é da Itália, o povo italiano é sofredor, portanto, o amor faz chorar, suplicar, dramatizar, gritar e sufocar, resumindo, faz viver, porque se tudo é tão difícil na vida, não seria o amor algo tão fácil.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Dionisíaca


Pessoas, pensei neste texto após minha participação numa peça para a faculdade sobre a mitologia grega, por alguns minutos eu fui Dionísio, rei do vinho e orgias, leiam:

E quem não queria ter uma vida digna de “Dionísio”, aquela com uvas aos montes e regada a diversos vinhos e deleites amorosos, quem não quer?

Mas quem é paupérrimo tem um momento como esse uma veizinha ou nunca, é fato!

Tem que se trabalhar e conquistar o suor do sonho para com essas passagens dignas de uma divindade “orgasmática” e talvez só no fim conseguir desfrutar e frutar, oh, mas não seria tarde demais?

Bom, o que pode-se dizer é que há tentativas prazerosas em meio a tantas desgraças mundanas e que nem Dionísio faria tantas perguntas, por ele, já estaríamos brindando, saúde e sensações a todos!

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Bacharel ou licenciatura?



            10 anos de idade – Pai, mãe, meus coleguinhas gostaram da maquete que eu fiz na aula de Geografia, acho que quero estudar arquitetura quando crescer.

            15 anos de idade – Nossa, meu, fiz um macarrãozinho alho e óleo gostosinho que aprendi com a minha tia, vou me meter em gastronomia em breve.

            17 anos de idade – Decidi, vou prestar vestibular para direito, tenho dom para isso, julgar pessoas é a minha maior qualidade, defeito, ah defeito é não ir atrás dos meus direitos.

            18 anos de idade – Meu negócio é ouvir os problemas dos outros, psicologia, aí vou eu!

            22 anos de idade – Ando trabalhando muito, preciso fazer algo que me dê dinheiro, vou atrás de fazer matrícula para gestão em RH, dá dinheiro, conheço colegas que começaram o curso, só não sei se terminaram.

            26 anos de idade – Pausa para o curso de inglês.

            29 anos de idade – Uma vontade de cuidar das pessoas, vou me formar em enfermagem e pronto.

            33 anos de idade – Passei dos trinta, quero uma colocação melhor no mercado de trabalho, esses cursos de computação precisam ser extintos, fiz uns três, mas como as rotinas administrativas me apetecem, partiu ADM.

            37 anos de idade – Não consigo sair da frente do computador, tô na fissura de estudar ciências contábeis ou qualquer ciência computadorizada, ihuuuuu.

            42 anos de idade – Pausa para uma reflexão sobre o estudar.

            49 anos de idade – Quer saber, vou comprar apostila para prestar concursos!

           
           

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Expectoração



De oito em oito horas, de doze em doze horas, ah, que nada, a verdade é que quando o nariz entope e parece que tudo sufoca e a garganta inflama e tudo perde o gosto, tomamos o xarope naquela hora que dá na telha, dane-se, pingamos as gotas daquele vidrinho nas narinas, fazemos chá de tudo, até daquele mato que nasce no quintal de casa, mas não adianta, resfriado é coisa que se resolve não da noite para o dia, é algo semanal, é como naqueles dias em que chove sem parar e não tem jeito para fugir da garoa, parece que o sol não dará as caras, resfriado é isso, mas resfriado ou gripe? Qual melhor termo a ser usado em relação a esse mal nada expectorado?

Ah não, sem essa interrogação, entre gripe e resfriado, isso é mal de outono, porque não sei ao todo, mas costumo ficar um pouco fora de combate nesse quase meio de ano, também pudera, a temperatura cai, caiu e foi algo mágico, só o tempo mesmo para certos detalhes, o tempo faz tudo, junta, separa, fecha, abre, cria, mostra, muda, gripa, resfria, lasca, condena, maltrata, alenta, a, a, ah, ah, ahtchim!
Saúde!

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Beijinho onde?

          

Eu não sei quem diabos inventou essa parada, mas ela nunca poderia dar certo, se alguém tentar beijar o próprio ombro, pode provocar um problema no pescoço, um torcicolo e além do mais é um sinal de retardamento, se eu vejo um ser humano tentando fazer esse movimento, terei repulsa e acharei que ele está com graves problemas psíquicos, além dos da saúde.

            Mas aí quando nós pensamos que tudo já teria entrado nas mentes e bocas da população, a coisa vira música, música? Não, virou um som, uma batida, funk, é, funk carioca, é, as pessoas cantam, é, as pessoas imitam, é, medo, tortura, recalque?

            Irão me chamar de recalcado, mas o que seria isso, na forma real, o recalque é o termo utilizado em engenharia civil para designar quando acontece uma edificação sofre um rebaixamento devido ao adensamento do solo sob sua fundação, ou seja, não tem nada com o substantivo e um dos pecados mortais: a inveja, e sendo assim, a Torre de Pisa é recalcada, mlk!